Mitos sobre tatuagens: 5 boatos que sempre te contaram

Apesar de extremamente populares (mais de 30% da população brasileira possui uma), as tatuagens ainda são rodeadas de mitos e concepções erradas. Pela falta de informações bem difundidas, é comum que, mesmo sem perceber, a gente compartilhe com amigos e família alguns mitos sobre tatuagens. 

Neste artigo, iremos desmistificar algumas das principais lendas sobre o assunto. Confira abaixo:

Principais mitos sobre tatuagens

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Tatuagem faz mal para o fígado? 

Apenas no caso de desenvolvimento de doenças como Hepatite B ou C, AIDS ou Staphylococcus aureus, se o material utilizado não for descartável. As condições de higiene e práticas dos tatuadores afetam diretamente a saúde dos clientes. 

Por isso, é importante procurar profissionais qualificados e responsáveis, adeptos de boas práticas de manutenção e limpeza de equipamento e local de trabalho, além das recomendações dos órgãos de saúde nacionais e internacionais. 

Tatuagem pode causar câncer?

Recentemente, diversos portais de notícia começaram a anunciar de maneira sensacionalista que tatuagem pode causar câncer. E então, é verdade? 

Atualmente, não há ligação direta entre a tinta de tatuagem e o desenvolvimento de câncer.

A notícia que tomou conta dos jornais vem de um relatório realizado em 2017 pela ECHA, a agência de regulamentação de químicos europeia. 

Nos dados apresentados, os especialistas disseram de maneira clara que são contra a proibição de tatuagens, mas que prezam por melhor regulamentação na produção, comercialização e mistura de produtos químicos presentes nas tintas.

O problema, segundo os cientistas, é que os produtos químicos possuem diversas regulamentações diferentes quanto ao contato com a pele, mas não há documento oficial (e universal) que se refere ao uso dos mesmos em tintas para tatuagem.

Atualmente, 12% dos europeus são tatuados. Nos EUA, esse número chega a 24%, incluindo adolescentes (e tendo maior prevalência entre mulheres mais jovens). 

É compreensível a preocupação das autoridades com os riscos a longo prazo de uma parcela tão grande da população. Contudo, tatuagens são uma prática milenar e, até o momento, nenhum estudo conclusivo sobre os danos à saúde foram divulgados. 

Uma pesquisa publicada em 2012 pela revista médica The Lancet Oncology descobriu que mesmo os cânceres de pele, aparentemente ligados às tintas de tatuagem, permaneciam raros. 

Foram encontrados apenas 50 exemplos de câncer de pele em tatuagens após uma extensa pesquisa na literatura médica, o que faz médicos declararem nenhuma correlação entre tatuagens e câncer de pele, sendo esses exemplos pura coincidência.

De acordo com os especialistas da ECHA, os problemas mais graves podem surgir em combinação à longa exposição a raios UV sem proteção adequada e à remoção de tatuagens com uso de laser, já que a alta energia da luz sobre a pele quebra as partículas de tinta em compostos menores, que podem vagar pelo corpo e se acumular em áreas de filtragem do corpo.

Em 2012 estudo da scientific reports encontrou resíduos de tinta nos linfonodos de alguns pacientes. Linfonodos são pontos de filtragem de células do sistema respiratório e importantes pontos de mensuração de concentração de químicos em pacientes.

Mais de 100 colorantes e 100 aditivos são usados em toda a indústria, embora seja importante ressaltar que nem todos estão presentes em todas as tintas. 

A maior parte das tintas de tatuagem no mercado europeu (avaliado pela ECHA em seu relatório) vêm dos EUA, enquanto as tintas para Maquiagem Permanente (outra prática estética comum, como a micropigmentação de sobrancelhas) são manufaturadas na Europa.

Vale lembrar que Food and Drug Administration, agência de regulamentação norte-americana, encontrou substâncias potencialmente perigosas nas tintas, incluindo metais, conhecidos cancerígenos. 

Um composto químico comumente usado para fazer tinta de tatuagem preta, chamado benzo(a)pireno, é classificado como um potente cancerígeno, já que que causa câncer de pele em animais de laboratório.

Já o departamento de Saúde Pública da Inglaterra publicou que em algumas tintas nas cores vermelhas foram encontrados resíduos de mercúrio, enquanto as cores verdes e azuis apresentavam traços de cobalto.

Na maior parte dos estudos e notícias sobre o assunto, contudo, não foram reveladas as concentrações encontradas.

Conclusão: Estudos não mostraram que tatuagens causam câncer

Com todas essas informações acumuladas (a gente sabe que é muita coisa para processar), é possível afirmar, com base nas atuais informações divulgadas por órgãos de saúde, que tatuagens ainda são seguras e NÃO causam câncer, esse é outro dos mitos sobre tatuagens.

Você pode continuar tatuando seu corpo com tranquilidade, basta encontrar um tatuador de confiança que utilize materiais regulamentados pelas autoridades internacionais e use equipamento higienizado.

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Tatuagem engrossa na cicatrização?

No geral, tatuagens não costumam engrossar após a cicatrização, mas podem apresentar leve inchaço durante o processo de “cura” da pele.

O processo de tatuagem, de maneira rudimentar, pode ser resumido em uma ideia: tatuagens são cicatrizes coloridas adicionadas ao corpo com uso de equipamento adequado (máquinas que perfuram a pele ou, em modelos tradicionais mais antigos, agulhas de madeira ou osso).

Assim, a tatuagem é um “ferimento” na segunda camada da pele que cicatriza e sustenta o “dano” causado: a tinta. 

Por se tratar de uma inserção de elemento externo no corpo, há uma reação de defesa do organismo para lutar contra a invasão. Diversos fatores podem, por isso, causar uma cicatrização mais densa. Contudo, essas reações mais extremas são raras. 

Nos casos de reações alérgicas nas tatuagens, em que há uma engrossa na área ao redor do desenho, o acompanhamento dermatológico pode amenizar e até mesmo eliminar completamente o problema. 

O mais importante é, no caso de qualquer alteração na pele, procurar um dermatologista para lidar com o assunto de acordo com as especificidades do seu corpo.

Tatuagem desbota na cicatrização?

Com o cuidado dermatológico correto durante a cicatrização, tatuagens não desbotam na cicatrização. O mais importante é seguir as recomendações do tatuador e boas práticas após sua tatuagem.

No caso de tatuagens novas durante o verão, não use protetor na área nos primeiros dias, dê tempo para a pele cicatrizar. No lugar de protetor solar, evite o máximo possível incidência solar direta sobre a região tatuada. 

Hidratar e cuidar da região tatuada é extremamente importante nos primeiros dias.

Após a cicatrização, para tatuagens mais antigas, lembre sempre de aplicar protetor fator 70 ou mais (para peles claras) e 30 (para peles escuras) na região. Isso garante uma vida útil à tatuagem mais longa e mais saudável, protegendo a pele do dano direto do sol e protegendo a tinta do desbotamento.

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Fazer tatuagem sempre dói? 

Outro mito comum é de que tatuagens sempre doem na aplicação de tinta. Isso podia até ser verdade em outras décadas. Hoje, com o uso de pomadas anestésicas no local tatuado, não é mais uma verdade absoluta. 

Soluções para esse problema incluem as pomadas anestésicas TKTX, com diferentes fatores de proteção e anestesia, facilitando o processo estético e auxiliando tanto tatuadores quanto tatuados. 

Se você quer saber mais sobre essa solução e ainda mais sobre tatuagens, recomendo que acesse nosso blog e confira outros artigos sobre o assunto.

 
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